A Casa Velha, em Moçambique, era, na adolescência dos meus irmãos e em parte da minha juventude, a nossa segunda casa.
Aí podíamos arejar no parapeito de uma janela voltada para o mundo. A Casa Velha foi o sonho e a obra da família Pitum nos anos 1980. Partiu da reabilitação, para fins culturais, de um edifício em ruínas.
Mal sabiam eles o que esta Associação Cultural viria a significar para os seus associados, mas sobretudo para os adolescentes e jovens que, como eu, tiveram o privilégio de, pela primeira vez, ali ter acesso à formação cultural.
A Casa Velha ensinou-me coisas muito simples que para mim significaram muito. A Casa Velha alimentou-nos, em tempo de Guerra e de muita fome, com literatura, fotografia, teatro, dança, música, cinema, vídeo, pintura… e, acima de tudo, transmitiu-nos grandes valores humanistas.
A partir deste blogue, e em jeito de homenagem à grande escola que foi para mim esta oficina, aqui inicio uma retrospectiva do meu trabalho enquanto fotógrafo. Se o Casa Velha será a abertura do meu arquivo pessoal de fotografia, a Casa Velha será sempre a nossa memória colectiva.
Manuel Roberto, fotojornalista. [rmanesse@gmail.com]

Fico muito feliz que a partilhes connosco… O teu arquivo pessoal, a nossa memória colectiva
robert!!!!
lindo!
Lindo Roberto!
Manecas, estive a ver alguns dos teus textos e fotos. Adorei. Que bom reencontrar-te, ver o teu trabalho e lembrar vivências comuns.
E que recordação mestre!
Aquele Abraço
José Sérgio